sábado, 22 de maio de 2010

Eu rio!

    (Foto: Diário do Pará, 16 de maio de 2010)
    
Foto sugestiva, na minha opinião a melhor da semana, afinal, analisar os semblantes alheios é o hobby predileto desta que vos fala. Esclarecendo, dia 16 de maio foi a inauguração do Anel Viário (Elevado da Júlio Cesar). A "festa" foi banhada a muita confusão, com o protesto do SINTEPP (Sindicato dos Trabalhadores na Educação Pública do Pará), inclusive prisões como a do professor Hélio Santos, de Barcarena, ora, a polícia precisava mostrar "trabalho", já que alguns " infiltrados" foram até o lugar anarquizar o protesto  (segundo membros do sindicato), jogando pedras e objetos na plasticizada governadora (vai que acertam em sua última aplicação de botox...).
Voltemos às expressões faciais dos modelos e supor seus respectivos pensamentos a partir das fisionomias:

A estrela da festa política: 
"Vou fingir que não é comigo e sorrir, mas poxa, esses eventos marcam muito minhas linhas de expressão, segunda terei de marcar mais uma sessão, ainda bem que vim de branco, que calor, se bem que se jogarem algo que manche... acaba logo pra eu voltar ao ar-condicionado, ah se acertarem um sapato na minha bochecha nova! será mesmo que estou parecendo com esse tal de Kiko? juro que ouvi um daqueles sindicalistas gritar isso, ou foi alguém de fora? preocupante, espero que prendam quem gritou "olha, ela tá parecendo o Kiko!-kkkk-' ..."

Tem um cidadão de rosa, ele aparenta realmente já está cansando e doido pra saber se já pode ir pra casa:

"Porra, esse pessoal só inventa protesto essa hora, tô na broca e liso, a coleta foi salgada dessa vez, e não vou usar esse nariz de palhaço não, já é demais..."

O cidadão de azul portando o nariz vermelho e fazendo o famoso "chifre", não entendi.
O tio que segura a bandeira apontando para o céu, provavelmente fazendo sinal de que "Olha, tá vindo chuva aí!"
Porém, o mais cômico de todos, foi esse PM olhando diretamente para a câmera, observe que ele se encontra no meio, entre a boneca de plástico com seu super sorriso autêntico, e a massa enfurecida gritando palavras de protesto (e algumas piadas), como ele conseguiu fazer essa cara de "estou te seduzindo, Baby", de outra perspectiva ele também parece estar morto de vontade de sair bicudando a Boneca, por ter tirado ele de sua rota habitual, enfim, o companheiro ao lado da governadora parece ser o único realmente preocupado com toda aquele tumulto, já que ela mesma despejava sorrisos para todas as clicadas e entrevistas como se estivesse em uma festa de aniversário familiar. 

Brincadeiras a parte, entre uns que riem e outros que gritam, mais de 500 mil alunos da rede pública estadual esperam por uma resposta imediata, me deixo aqui à disposição de convites para lutar, contra o corporativismo, negligencia de ensino e educação, desinteresse das autoridades para dispor de mais qualificação profissional e aos pseudo-progressistas, que só sabem vestir a camisa na hora de brigar por melhorias de salário, e o aluno? e o interesse primeiramente pelo reencantar da educação? a mercê de quando um dia (quem sabe) o governo decida valorizar a classe e pagar o merecido, até lá, caros estudantes do ensino público, ou vocês vestem suas camisas e lutem pelos seus direitos, ou fiquem na passiva, e, esperem esse dia chegar, nesse caso, paciência...

terça-feira, 11 de maio de 2010

Dia das mães, feliz?



Não consigo esquecer, aquele olhar despedaçado de duas vidas consagradas ao futuro indigente, duas crianças, uma rua, mil motivos, ora mãos que oferecem migalhas, ora mãos que oferecem o ópio necessário para fugir, do frio, do acaso, descaso, do sofrimento e degradação, me pergunto, onde estão as mãos que oferecem rosas? Onde estão as mãos generosas? Tecendo cuecas maiores? Bolinando seios prematuros? Talvez...
Me apego em pensar "somos todos iguais, braços dados ou não", me apego a sonhar que outros mais pensam assim.
Ela disse "minha casa é a rua, moça", que casa grande, eu pensei, tão grande quanto o vazio que me consumiu ao ver-me refletida em seus olhos amendoados, vermelhos e opacos, só uma menina, voltei a pensar, uma menina de infância usurpada, uma mulher, uma mãe...
Ela me perguntou "iiiih,tu não estás bem, Helen", tinhas razão, afinal, em um dia só das mães e suas famílias felizes da televisão, com a mesa farta, presentes caros e sorrisos brancos, sim, eu lembrei de você, menina-mãe, lembrei do seu ventre e sua nova boneca, eu diria a você que tenho fé, eu diria a você: nós podemos e vamos conseguir. Sim, "you may say, i'm a dreamer but i'm not the only one, i hope some day you'll join us and the world will be as one".

Então, não sei como foi o teu "feliz dia das mães", mas gostaria de entregar-te meu buquê-de-esperança, pode não parecer muita coisa, mas é tudo de mais lindo e verdadeiro que posso oferecer-te.

Depois de um minuto eterno, ela se foi, levando roubado meu sorriso...
Ela se foi, com sua saia amarrotada e barriga ao vento, eu disse: vai com Deus. E fiquei, e chorei, eu, um espelho, e minha alma...

domingo, 2 de maio de 2010

Do que não foi...

Guardarei,desde o primeiro beijo àquele último olhar...
Desde o embriagante aroma que exala dos teus poros ao hálito alcoólico que me embebia 
Desde os teus tiques à maneira engraçada como te expressas
Dos teus olhos,grandes,redondos,profundos,que me absorvia,é o que tens de mais lindo
É fácil se perder neles

Guardarei ,todas as danças,mesmo as pisadas de pé,mesmo nossos desequilíbrios corporais
Guardarei todas as tantas vezes que cantamos juntos,que gritamos e pulamos ao som daquelas bandas de rock
Sim,todas as vezes em que enxuguei teu suor,arrumei teu cabelo e, te abracei
Afinal,estava disposta a comprar tuas brigas,até as dos teus amigos,por ti
Disposta a esperar o domingo chegar,pra te ter,assim,mesmo que por algumas músicas,algumas cervejas e cigarros

Sentirei,mas a vida tem dessas coisas,as vezes acaba antes do começo
Ou quem sabe temos que nos encontrar no fim,para (re)começar ?

Menino,tenho tanto pra te dar,sei que não tudo que desejas,mas muito mais,tanto... que seria uma conseqüência tão certa e bonita quanto a amizade de Paul e Lennon...

Te guardarei em minha caixinha de coisas especiais,pra nunca esquecer,pra sempre recordar...
Agora eu sigo,talvez um pouco menos feliz,mas com a mesma esperança no caminhar
A mesma de sempre,quem sabe da próxima tenho sorte de encontrar um outro tu,que não esse,mas o outro tu,aquele do início,quem sabe,ou aquele do qual não quiseste me apresentar...

Não te deixo um adeus,mas um “tchau”,ou o de sempre “até o próximo domingo”...

sábado, 10 de abril de 2010

Delineações.

Intensidade é meu nome
Liberdade minha essência
Quer a verdade?
Não te iludas com minha aparência
Ela disfarça o meu Eu
Te engana com o teu querer de achar que tudo sabe
Te enlaça na minha falsa verdade
Sou nuvem...
Sou camaleão
Sou mulher... bicho papão

;)

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Calmaria descomposta.








As águas levam meu barco pela calmaria incessante, me intriga essa brisa mansa, esse levar delicado, será uma tormenta se aproximando? Será que espero (quero)?
Coisas de alma-intensa, fácil se entedia, deve ser por gostar do gasto (estrago)?
É que as vezes ela consegue ouvir o acaso, mas o único som é do brisa suave que vem beijar a face.
Intriga desconcertante...



Vai entender.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

A espera

Existe algo mais angustiante que a espera?
Coração que bate acelera
Ar que entra congela
Boca molhada seca
Pensamentos misturam-se
A cabeça pesa

Será que esse sofrimento tem data marcada pra acabar?
Será que essa espera me espera com um final feliz?
Pra eu poder enfim, recomeçar...

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Meu Bem meu Mal.





Ser verdade, uau, eis uma coisinha complicada de se viver, a gente se iludi e critica a crueldade alheia, mas a real é que somos todos uns sádicos e pervertidos sexuais. Calma, tu podes não concordar, eu respeito, mas para e pensa: a tua colega de faculdade, aquela mais feiosa, pouco inteligente e descurtida te apresenta o namorado, não, não é um qualquer não, é O namorado, além de gato (gostoso) ainda é louco por ela, te pergunto: a primeira coisa que vem a tua cabeça é "nossa, que casal mais lindo, espero que sejam felizes pra sempre"? Pelo amor né, eu assumo, e solto um "puta que pariu! Ma como um estrupício destes conseguiu? MACUMBA MODE ON! na certa!"
fico com inveja sim, uma "escrotona" arruma um gato desses e eu além de pegar uns tribufus, por cima ainda me sacaneiam! (pode rir), mas a questão é: somos malvados por natureza, desejamos enfiar 156 facadas naquele FDP que te chifrou e ver ele agonizar sangrando pelos poros, yeah! somos perversos, sentimos vontades de mandar o chefe ir tomar no cu, de ligar pra esposa dele e falar que o safado trepa com a secretaria todo dia! Sim! Matamos aqueles professores cretinos que nos reprovam, assassinamos nossos irmãos mais velhos todo dia, desejamos que o imbecil  promovido na tua frente se estrepe para que possas ocupar o cargo dele, enfim...
Não se assuste ou tenha vergonha de sentir essas coisas, é normal, esses são alguns do nossos instintos reprimidos: a violência. Mas somos represados pela estrutura social contemporânea, faça melhor, assista o clássico "A  Clockworka Orange" e se apaixone assim como eu pelo jovem de olhos azuis Alex (sádico, sarcástico, iconoclasta, imoral, manipulador, amoral, galanteador e predador sexual (ui) ), tenho o costume de me apaixonar por vilões (sempre autênticos e não melodramáticos), Alex na verdade é um típico anti-herói, conseguimos amá-lo e odia-lo facilmente, Stanley Kubrick, realizador do filme afirma "Ainda que exista uma grande hipocrisia a respeito da violência, todas as pessoas estão fascinadas por ela. Afinal, o homem é o assassino mais cruel que jamais pisou no planeta".
É meus queridos, sentimos vergonha do nosso lado negro, de fabular atrocidades contra o próximo, de desejar vingança, mas se assim não fosse, certamente já teríamos matado uns aos oustros e não existiria nem mais um infeliz pra contar história.
Mas acredito que seja bom extravasar nosso ódio as vezes, mesmo que seja matando mentalmente, necessitamos expressar de alguma forma o nosso lado obscuro, e o fazemos, seja consciente ou inconscientemente, aceitemos nossos instintos humanos e saibamos conviver com eles, seja esse ser bom/mau, afinal, um mundo cheio de “Helenas” ,”Clarisses” e “Alices” seria um pé-no-saco, não faço apologia a violência, apenas digo que admitas que ela existe em ti, ou seja, assuma o ser humano que és.

Beijos Doces com profundas facadas em seu coração =)





terça-feira, 24 de novembro de 2009

Sem sentido.

As palavras estão presas na minha alma, eu tento cuspi-las, vomitá-las
Mas elas trepidam, se recusam expressar a dor de não sentir nada
O nada que persiste em todas as fases
As fases que me transpassam a carne sem deixar cicatrizes

Devo ter células revestidas por ferro
Ou cicatrizes esquizofrênicas, dessas que fingem não existir
Para que eu possa existir em mim...
____

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Se fácil fosse...

Venho dizer-te que não é fácil
Não é fácil ultrapassar as barreiras de um coração virgem
Virgem de dor
Virgem de calor
Virgem de amor
Ele guarda assim como a donzela
As mazelas do querer e temer
Guarda os sonhos dos contos de fada
Assim como as certezas de que o pra sempre também acaba
Mas digo que desbrave
E resgate o tesouro que se esconde com tanto zelo
Se és capaz não sei
Se quero
Não o sei
Apenas anseio que esse frio acabe
Para o calor derreter as calotas desse ego
Que finge não querer
Que de tanto querer
Perdeu o poder de fabular alegrias
É...
Não vai ser fácil
Mas se fácil fosse
Já o teriam roubado
Ou mesmo sido entregue em troca de felicidades instantâneas
Suspiros frívolos e falsas magias
Desista se quiser
Combates podem não te agradar
Mas se recompensas te interessam
Fique
Lute
Encontre
E quem sabe terás um tesouro para chamar de seu...
_________
Tô gay =p

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Melevabrisa.

Incrível como pessoas entram e saem de nossas vidas tão repentinamente
Incrível como sentimentos e desejos fluem em uma desordem leviana
Gosto de desordens
Gosto de inconstâncias
Gosto de acasos
Gosto de mudar
Reinventar...
Admito que tenho medo
Medo de um dia essa desordem não ser conveniente
Medo de a inconstância me tirar coisas das quais não quero perder
Mas gosto desse medo, me instiga, me excita
E quando não o sinto fico até perdida
O que não deixa de ser bom, assim não preciso fazer escolhas
Pois pra quem tá perdido, qualquer lugar serve...
Qualquer lugar frio ou quente
Qualquer tu
Qualquer ele
Não tenho pressa em me encontrar
Mas sinto que isso tá perto
Sinto uma brisa desconhecida se aproximar
Sinto que ela pode me levar pra onde nunca estive
Quero me aventurar, então brisa
Não me faça perguntas tolas
Não me faça escolher nada
Apenas me leve...

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Curvas incertas.

Tenho saudade sabe, da reciprocidade, daquela correspondência mútua e harmoniosa que senti.
Sim, sentimos juntos ouvi teu coração acelerar, senti tua respiração aumentar.
Seguimos abraçados ao som daquela música, me esqueci do resto, não lembrei da trincheira que nos separava, pois nesse momento eu fui ao céu falei com os querubins e pedi, pedi que a música não acabasse mais, pedi que transportassemos dali, pois só o dois importava, embora o três atormentasse, eu quis não me importar.
Me importei, despenquei do céu e levei um tapa da razão, doeu, quis chorar, quis gritar, mas não pude...
Fui assim arrancada dos teus braços
Fui assim lançada ao certo e racional
Fingi felicidades, fingi beijos, fingi abraços
Mas ei de te encontrar naquela curva, aquela na qual de encontrei pela primeira vez
E então seremos só o dois
Sigo suave
Te encontro lá
Caso não cheguemos juntos não poderei esperar, mas seguirei sempre ansiosa pela próxima, e sim, com esperança, muita eperança no caminhar.
_________
-chorameliga, baby =*

sábado, 12 de setembro de 2009


Andando sem futuro
Arrastando-me pelas ruas do vazio profundo
Humores felizes não me acalentam mais
Táticas de fugas frustradas são tão normais
Até meus paradoxos perderam o significado...
Eles que sempre foram meu porto seguro
A casa dos pais
O melhor amigo...

Perder o que nunca se teve
Amar o desconhecido que nunca vou conhecer
Ser o que não quero...
E sou

Sem desespero aparente
A inércia do meu corpo grita
Mas o som não é ouvido
Nunca é...

Então não sorria por conveniência
Não me olhe com desejos vãos
Não me leve pela estrada de vidros
Não me abandone na contramão
É preferível que me deixe aqui

Não sei sofrer
Não sei perder
Por isso prefiro não ter

Prefiro não ter...

sábado, 22 de agosto de 2009

Plenitude Azul.


Olhando para um céu azul de verão percebi que faltava algo em toda aquela extensão,

sim, eram as nuvens...
Aquelas branquinhas e desenhadas nuvens
Mesmo com todo o azul límpido e hipnotizante de um céu de verão, sem nuvens,torna-se incompleto.

Mas o incompleto existe?
Por que as pessoas insistem em dizer que são incompletas?
Que falta-lhes a "costela", a "tampa da panela" ou pior : a "metade da laranja"
(beeeeeeergh)

Tenho conceitos de plenitude diferenciados, pois existem motivos e respostas para quase tudo.
O céu sem nuvens pode indicar que essas atrapalhavam a visualização completa do imenso azul, pois muita das vezes elas roubam a cena...
Sim, o céu tem direito de um dia só dele, o dia do seu azul pleno.

As nuvens são assim, vem e vão...
Enganam-nos com suas delineações falsas
Com seus desenhos, sua formas...
Não as culpo, afinal, cada um vê o que imagina
Elas não possuem formas definidas
Nós a definimos.

Então, a culpa é tua!

Não culpe as nuvens.
Elas mostram o que teus olhos querem ver... nada mais

nada mais...

Meu céu é azul...
As nuvens?
Não, no meu céu não há nuvens
Meus olhos transpassam seus desenhos falsários e fixam-se no azul.

Apenas o azul me interessa.


sexta-feira, 7 de agosto de 2009





"Num deserto de almas também desertas, uma alma especial reconhece de imediato a outra."(Caio Fernando Abreu)

Alma especial?

Alma deserta?

Não importa, pois insistimos em reconhecer a alma deserta, afinal, se te encontras em um deserto de almas desertas, por que haverias de ser especial?
No meu deserto não reconheço, não procuro, também não encontro...
Sabe o motivo?
Não estamos aqui para procurar, pois as "especiais" só tornam-se tais quando encontram ou são encontradas por aquela que cansou do deserto...
O bom?
Não estamos aqui para procurar, mas procuramos (mesmo que inconscientemente).
Creio que seja a maior e mais árdua das procuras
Enganamos-nos pensando que saímos do deserto, mas passamos o maior tempo de nossas vidas nele, alguns nunca saberão como é estar fora desse lugar sem água, sem doces, sem cobertores, sem amores...

Não quero meu sempre aqui, sei que tu também não...
Por isso também finjo, me engano...
Mas não, não me torturo, até gosto daqui
As vezes faz frio
Mas o sol vem pela manhã
Sabe a verdade?
Não conheço quem tenha saído para sempre, já que esse sempre acaba.

Apenas fazemos uma, duas ou diversas fugas, algumas duram pouco e outras muito...
Tempo, esse, o mais cretino dos relativismos
Com ele percebemos que nunca saímos do deserto, apenas fazemos pequenas fugas
Pequenas, grandiosas, felizes ou amargamente desventuradas

Sabe de uma coisa?
Sou péssima em fugas

Fico
Espero

Me resgate se quiser, sou assim nem aí
Sou aí quando to afim...



Mas hoje está quente
é, hoje o cobertor não me fará falta alguma...

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

As vezes.

As vezes ela escolhe a certeza, eu a inconstância do acaso
As vezes ela pensa demais, eu corro e me jogo de olhos fechados
As vezes ela realiza, eu sonho
As vezes ela encontra, eu me perco procurando
As vezes ela pensa que sabe
Mas eu sei, sei que ela não sabe de nada...
Essa é minha única certeza

Ela não sabe de nada...